segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

TOURADAS COM NOVO REGULAMENTO A MEIO DA ÉPOCA

TOURADAS COM NOVO REGULAMENTO A MEIO DA ÉPOCA

A Associação Tauromáquica de Directores de Corrida tentou que o novo diploma só entrasse em vigor em Fevereiro, para que coincidisse apenas com o início da próxima temporada e não alterasse as regras a meio da presente época, que se encontra por estes dias no seu pico máximo


Conheça as actualizações, mudanças de pormenor e as reacções ao novo diploma, que actualiza o anterior, com mais de 20 anos, mas que continua a dividir os movimentos pró e anti-touradas.


Que as touradas são um assunto que divide a opinião pública toda a gente sabe. A discussão sobre a regulamentação desses eventos também é antiga. A novidade recente é o novo Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (RET), que entra em vigor esta terça-feira mas, na verdade, não introduz grandes alterações ao diploma anterior, com mais de 20 anos.

O Decreto-Lei n.º 89/2014 reconhece a actividade como "parte integrante do património da cultura popular portuguesa". Uma atividade cuja "importância (...) está traduzida no número significativo de espectadores que assistem a este tipo de espectáculos", pode ler-se na introdução ao diploma.

O novo regulamento prevê pequenas alterações na legislação, que são de carácter prático. Entre as alterações mais significativas está o facto de as reses que tenham como destino o consumo humano terem de ser abatidas num período máximo de cinco horas após o final de cada evento. Uma questão importante e que não estava considerada na regulamentação anterior.

A frase "o espectáculo pode ferir a susceptibilidade dos espectadores" vai passar também a compor o cartaz publicitário das touradas, a par de "outras informações obrigatórias previstas no regime de funcionamento dos espectáculos de natureza artística". Os proprietários de praças ambulantes devem proceder à introdução de curros (compartimentos onde se guardam os touros na praça) num prazo de dois anos a parir de hoje.

A maioria das alterações são actualizações ou pormenorizações da regulamentação anterior.

O novo diploma está em vigor desde esta terça-feira, depois de ter sido aprovado em Conselho de Ministros de 27 de Fevereiro e publicado em "Diário da República" no dia 11 de Junho.

Pró-tauromáquicos criticam mau timing e excessiva pormenorização

A entrada em vigor do RET é contestada pela Associação Tauromáquica de Directores de Corrida, aos quais também foram impostas novas regras no que respeita às cores dos lenços a exibir para a autorização da volta à arena (branco aos toureiros, castanho aos forcados e azul aos ganadeiros).

Aquele organismo tentou atrasar, sem sucesso, a entrada em vigor do diploma para Fevereiro, para que coincidisse apenas com o início da próxima temporada. Para Hélder Milheiro, dirigente da Federação Portuguesa das Associações Taurinas - Prótoiro, esta recusa superior configura uma falta de "bom senso prático", uma vez que a mudança de regras ocorre a meio de uma temporada que se encontra por estes dias no seu "pico máximo" de actividade.

A excessiva regulamentação é outro dos pontos criticados pelos amantes da festa brava. Para a Prótoiro, o documento "espelha uma ânsia regulatória do Estado que se traduz num exagero legislativo". Hélder Milheiro usa, a título de exemplo, o tamanho das letras que compõem a informação do toiro a lidar. "Não seria mais simples decidir apenas que a informação deve ser claramente visível aos espectadores da praça?", questiona.

A Prótoiro considera ainda um "atentado ao sector" o facto dos decisores terem ouvido movimentos anti-taurinos durante a elaboração da legislação. "Uma irresponsabilidade completa e inadmissível, que ofende milhões de portugueses", acusa Hélder Milheiro.

"Uma tentativa de nos calar", contestam os anti-taurinos

Do lado oposto, a Associação Animal diz que as "alterações foram feitas numa tentativa de calar os anti-tauromáquicos". A presidente da Animal, Rita Silva, considera a prática das touradas "igualmente má, independentemente da regulamentação".

A dirigente acrescenta que "em rigor, os animais continuam a ser torturados", apesar de o diploma referir que o interesse público passa pela "defesa do bem-estar animal".


In Expresso

12 de Agosto de 2014

terça-feira, 15 de Julho de 2014

HOMICIDA DE JOSÉ MARIA CORTES CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO

HOMICIDA DE JOSÉ MARIA CORTES CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO


A sentença de Sandro Pato, de 20 anos, acusado pelo Ministério Público do homicídio de José Maria Cortes, antigo cabo dos Forcados Amadores de Montemor, foi ditada no Tribunal de Alcácer do Sal esta terça-feira, 15 de Julho. O arguido foi condenado a uma pena, em cúmulo jurídico, de 14 anos de prisão. Cumprirá o castigo no Estabelecimento Prisional de Setúbal, onde estava em prisão preventiva há cerca de um ano.

Recorde-se que o antigo forcado, com família em Estremoz, foi atingido com duas facadas, uma no coração, durante uma rixa no recinto da feira de Alcácer na madrugada de 23 de Junho do ano passado e faleceu quatro dias depois no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

José Maria Cortes tinha 29 anos e era casado há um ano com Rita Gomes Pereira Cortes.

«Um forcado para a história»

Para homenagear o malogrado foi lançado um livro foto biográfico de José Maria Cortes, intitulado “Um forcado para a história”, da autoria de Miguel Soares e Francisco Romeiras.

A apresentação da obra decorreu recentemente na arena da Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, momentos antes da 50ª corrida TV. Entre os forcados de diferentes gerações e agentes taurinos, destaque para a presença dos pais de José Maria Cortes, João e Ana Maria Cortes, e a viúva Rita Gomes Pereira Cortes.

Fonte: jornale.pt

CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO POR MATAR FORCADO EM ALCÁCER DO SAL

CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO POR MATAR FORCADO EM ALCÁCER DO SAL



O Tribunal de Alcácer do Sal condenou, esta terça-feira, a 14 anos de prisão o jovem acusado do homicídio do antigo cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo, José Maria Cortes, em 2013, numa feira na cidade.

Fonte judicial adiantou à agência Lusa que o colectivo de juízes condenou o jovem a 13 anos de prisão pelo crime de homicídio simples e a dois anos e meio pelo crime de ofensa à integridade física.

Em cúmulo jurídico, segundo o acórdão lido esta terça-feira à tarde, o tribunal aplicou ao arguido de 20 anos uma pena única de 14 anos de prisão efectiva.

O caso ocorreu, na madrugada do dia 23 de Junho de 2013, quando o jovem terá provocado a morte do então forcado José Maria Cortes, de 29 anos, com uma arma branca, na sequência de uma desordem na Feira do Turismo e das Actividades Económicas (Pimel), em Alcácer do Sal.
 
Fonte JN

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

SÉTIMO ENCIERRO DE SAN FERMIN 2014



 
SÉTIMO ENCIERRO DE SAN FERMIN 2014
 



              SÉTIMO ENCIERRO DE SAN FERMIN 2014              















































sábado, 14 de Junho de 2014

DIRECTOR PEDRO REINHARDT CRITICA VENTURA EM COMUNICADO



DIRECTOR PEDRO REINHARDT CRITICA VENTURA EM COMUNICADO














DIRECTOR PEDRO REINHARDT CRITICA VENTURA EM COMUNICADO




Na sequência das informações vindas a público após a Corrida de Toiros ocorrida na Praça de Toiros do Campo Pequeno, em Lisboa, na data de 5 de Junho, e veiculadas por órgãos de informação, bem como, em resposta à entrevista dada pelo rejeonador Diego Ventura ao site taurino Touro e Ouro, entendem a Associação dos Diretores de Corrida (ATDC), produzir o seguinte comunicado:


O espetáculo tauromáquico supra referenciado, foi precedido do cumprimento dos requisitos legais, constantes no Decreto Regulamentar nº. 62/91, de 29 de Novembro, tais como entre outros, a inspeção às reses, a constituição de lotes destas e o sorteio dos mesmos.


À disposição da direção do espetáculo foram apresentados para inspeção oito reses. Todos estes animais ficaram aprovados na respetiva inspeção.


No final da inspeção, a empresa do Campo Pequeno SA., promotora do espectáculo, pela voz do seu representante Sr. Rui Bento Vasquez, designou a rês n.º 59, com o peso de 455Kg, como sendo o segundo sobrero do espectáculo.


Em aberto ficou a eleição do primeiro sobrero, possibilidade que a empresa entendeu conceder aos toureiros para que os mesmos o pudessem escolher de entre as restantes sete reses.


Antes de mais, é de referenciar que nos termos do art. 41, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro, as empresas devem ter nos currais uma rês de reserva/sobrero (não sendo obrigadas a mais do que isso). Mas mesmo assim, a empresa do Campo Pequeno SA, tinha à disposição dois sobreros.


A rês acima identificada foi designada para segundo sobrero (nº. 59) em virtude da mesma se ter apresentado como sendo a mais pequena das oito, paralelamente ao facto da enorme diferença no capítulo da massa "carne" e a nível de peso.


Esta rês que ficaria como segundo sobrero (nº. 59), apesar de cumprir com os limites mínimos de peso - 440kg em praças de 1ª. Categoria - como é o caso do Campo Pequeno (vidé art. 25, alínea A, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro), possuía uma diferença em relação às restantes reses, na ordem de menos 95Kg, o que levava à não homogeneização dos lotes (vidé art. 37, nº. 3, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro).



Lotes e Sorteio



No momento da feitura dos lotes para o sorteio, assim que este passo processual se iniciou, o pai do rejoneador Diego Ventura, que ali se apresentou como representante do filho, imediatamente se insurgiu contra e junto da empresa promotora, bem como, da direção da corrida, exigindo que a rês com o número 59, já designada pela empresa como segundo sobrero, teria que entrar nos lotes a sortear para a corrida, ou seja, teria que ser toureada.


Igualmente informou que a rês com o número 46, não fazia parte do curro que o mesmo tinha escolhido no campo para a realização deste espetáculo. Logo, impunha que esta rês nº. 46 tinha que ficar fora da corrida.


A direção da corrida informou os presentes, que as reses presentes nos curros da praça de toiros do Campo Pequeno, estariam todas aprovadas e sujeitas aos lotes para o sorteio, sendo necessário somente, escolher a primeira rês de sobrero, pois o segundo sobrero, que é apenas uma gentiliza da empresa (vidé art. 41, nº. 1, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro), já tinha sido designada por esta, sendo que seria a rês nº. 59.


Uma vez mais, o pai do mencionado rejeonador insurgiu-se informando a empresa do Campo Pequeno, que condicionaria a presença do artista Diego Ventura no espetáculo, caso a empresa do Campo Pequeno não trocasse o toiro com o número 46, de peso 560Kg, para sobrero e caso o toiro n.º 59, de 455Kg, que tinha ficado como segundo sobrero (oferecido pela empresa, não sendo obrigatória a existência do mesmo), não entrasse na corrida.


Esta questão (o artista tourear ou não) sendo de natureza contratual e por isso abrangida pelo Principio da Autonomia da Vontade das Partes, teria que ser dirimida entre exclusivamente as partes contratantes, ou seja, a empresa do Campo Pequeno e o pai/representante do rejoneador Diego Ventura, pelo que fica de fora da jurisdição da direção de corrida.


Obviamente que neste caso, a direção de corrida terá apenas um papel de mediação no sentido de ultrapassar tal problema, apesar de se poder considerar estranho, o facto do representante de uma primeira figura ter tantos problemas em quer aquela possa lidar um toiro muito maior que outro, até porque preferimos acreditar que esta primeira figura não têm "pés de barro" e por isso, preferimos acreditar que como primeira figura que parece ser, deveria "poder" com qualquer toiro...


Queremos acreditar que o facto desta primeira figura querer tourear toiros mais pequenos, se trata apenas de mera superstição e não de medo...


Depois de alongadas conversações entre as partes contratantes (empresa do Campo Pequeno e o pai do rejeonador Diego Ventura), cedeu a empresa do Campo Pequeno, promovendo de imediato a informação que aceitaria a troca imposta pelo pai do cavaleiro.


Sobre esta cedência não nos cabe pronunciarmo-nos, até porque a mesma, é efetuada ao abrigo do Principio da Autonomia da Vontade das Partes, já supra referido.


Assim e por escolha condicionada da empresa, o toiro com o nº. 46, de peso 560Kg, ficou de primeiro sobrero e o toiro com o nº. 59, de 455Kg, entrou nos lotes a sortear para a corrida.


Realizados os lotes, concluído o sorteio, acreditamos piamente mas ironicamente, que apenas por mero efeito do destino, se verificou que a rês com o nº. 59, que o pai do rejeonador Diego Ventura tinha imposto que fosse incluída nos lotes supra referenciados, calhou no lote deste toureiro.



Direção da Corrida



Ao diretor de corrida cabe nos termos da lei, mais concretamente entre outros, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro, a de orientar o espectáculo (vidé art. 13 do referido regulamento).


Ao médico veterinário cabe nos termos da lei, mais concretamente entre outros, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro, de zelar por toda a matéria que diga respeito ao animal/toiro de lide presente em qualquer espectáculo tauromáquico (vidé art. 19 do referido regulamento).



Toiro sobrero



Nos termos do art. 41, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro, a rês sobrero, só é lidada quando um toiro que estava designado para qualquer lidador, se lesionar ou apresentar quaisquer defeitos entretanto confirmados pelo médico veterinário, antes da colocação de qualquer ferragem.


Nos termos do art. 40, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro, a partir do momento que seja cravado o primeiro ferro, automaticamente é considerado que o toiro está lidado, ou seja, caso se inutilize, não existe legalmente direito a mandar sair o sobrero.


Paralelamente ao procedimento atrás referenciado, o toiro sobrero pode ser lidado, após o toiro que estava a ser lidado já ter ferragem cravada e se ter inutilizado, apenas, repete-se, apenas, se a empresa promotora oferecer ao espetáculo a lide desse sobrero, mas, sempre com o aval de todos os artistas anunciados, bem como da direção do espetáculo.


Relativamente ao espetáculo do Campo Pequeno, o rejoneador Diego Ventura, que tem a obrigação de conhecer a lei e de adequar o seu comportamento por esta, não tinha direito ao toiro sobrero, em virtude do toiro que lidou ter saído perfeitamente bem em termos físicos e ter-se inutilizado após a cravagem de toda a ferragem comprida, bem como, de parte da ferragem curta.


O toiro lidado pelo rejeonador Diego Ventura, com o nº 59, o tal que o pai deste artista tanto quis que entrasse na corrida e que saíu em sorteio ao seu filho, certamente por mero efeito do destino..., foi mandado recolher pelo diretor de corrida, por determinação do médico veterinário, o qual verificou que o mesmo apresentava falta de condições de lide, pelo motivo de defeitos de locomoção, nos termos do art. 29, aínea D), do do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro.


A empresa do Campo Pequeno foi então questionada pelo diretor de corrida, se queria disponibilizar o toiro sobrero para substituição do toiro n.º 59, cenário que de imediato foi rejeitado por parte daquela, o que se compreende perfeitamente, não só em função dos argumentos legais já aqui aduzidos, bem como, porque em termos éticos, se o pai do rejoneador Diego Ventura quis tanto que aquele toiro (nº. 59) entrasse na corrida, não querendo que entrasse um toiro maior, mas mais parecido a todos os outros, não tinha agora qualquer lógica que para que o seu filho pudesse lidar mais um toiro, já quisesse que saísse o sobrero que ele tinha imposto como tal.


Foi também neste espetáculo, mandado recolher aos curros, um segundo toiro, com o nº. 35, que foi lidado pelo cavaleiro profissional Rui Fernandes, igualmente por indicação do médico veterinário, já que apresentava visíveis e acentuadas dificuldades de locomoção na pata esquerda, mas apenas após ter começado a levar a respetiva cravagem de ferros, já que dos curros saiu perfeitamente bem (vidé art. 29, alínea D, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro).


De igual forma, o lidador não teve direito a sobrero, pois já se encontravam cravados diversas ferragens neste toiro nº. 35.


O diretor de corrida em função, fez saber à empresa bem como a todos os artistas e representantes, de acordo com o Regulamento Espetáculos Tauromáquicos - do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro, que os sobreros só poderão sair neste caso, caso a empresa ou o ganadero os ofereça ou então, caso os toureiros os adquiram, e desde que haja acordo na lide destes, por parte de todos os intervenientes. Ou seja, o diretor de corrida, como representante do Estado, fez aquilo que a lei determina.


Mais foi igualmente dito pelo diretor de corrida, a todos estes intervenientes, que caso a empresa assim o entendesse, o diretor de corrida não se opunha a que fosse lidada qualquer rês de sobrero. Fosse um sobrero, fossem os dois.


A empresa do Campo Pequeno considerou então, que deveria em face das circunstâncias, aceder à oferta de uma rês de sobrero em virtude do cavaleiro Diego Ventura ter condicionado a lide do seu segundo toiro.


A direcção da corrida mandou executar três toques de aviso perante o cavaleiro Diego Ventura pois o mesmo não queria sair do pátio de aquecimento dos cavalos enquanto a empresa do Campo Pequeno não acedesse à oferta do toiro sobrero.


A empresa do Campo Pequeno não tinha que oferecer qualquer sobrero, quanto mais dois sobreros, já que apenas é exigido um sobrero nos curros da praça, como já vimos anteriormente e porque os dois toiros que foram mandados ser recolhidos já tinham ambos ferragem colocada.



Nota: O diretor de corrida e a ATDC, congratulam-se publicamente pela posição de grande verticalidade, honestidade e disponibilidade tomada pelo cavaleiro Rui Fernandes, pela forma como o mesmo se dispôs em todo o processo para a lide do toiro sobrero a duo. Felizmente ainda há figuras sem "pés de barro"...


O diretor de corrida exerceu a gestão de todo este processo com base no regulamento de espetáculos tauromáquicos - do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro.


O diretor de corrida não recebeu nem aceitaria qualquer pressão por parte de qualquer cavaleiro, bandarilheiro ou da empresa promotora.


Perante os factos expostos, exerce a ATDC o direito à resposta da exposição falaciosa dada a público pelo cavaleiro Diego Ventura, nomeadamente no site Touro e Ouro.


E quanto ao presente comunicado, a ATDC apesar de ter opinião clara acerca dos factos que se passaram no Campo Pequeno, elaborou o mesmo, apenas relatando tais factos, sem querer adiantar quaisquer opiniões.


Terá que fazer de forma diferente, quanto à referida entrevista do artista em questão, ao site Touro e Ouro, na medida em que a mesma a isso obriga:






Assim,


E analisando aquela, nem o Senhor Diego Ventura, nem ninguém, dará certamente lições de afición ao Diretor de Corrida, Senhor Pedro Reinhardt, até porque este não quer trocar toiros, para que sejam toureados os mais pequenos, já que considera que o tal público que aquele senhor refere, tem que ser efetivamente respeitado, desde que se cumpra a lei...


Quanto ao pensar-se primeiro no público, o Senhor Diogo Ventura tem toda a razão. Mas desde que seja em tudo, não apenas no que interesse ao nosso umbigo e aos interesses individuais de cada um...


Quanto ao facto da lei não ser tudo e apenas servir para organizar a vida, como diz o dito Senhor Diego Ventura, cabe responder-lhe que a lei tem que ser cumprida, aqui, em Espanha ou em qualquer lugar. E cabe ao Diretor de Corrida, Senhor Pedro Reinhardt, bem como a qualquer outro Diretor de Corrida, velar pelo seu cumprimento, e aquele fá-lo, porque é um homem honesto e tanto que o é, que nunca nem ele, nem nenhum seu familiar direto, precisou de fugir para Espanha ou para qualquer outro país, para não ficar sujeito a qualquer Mandado de Captura...


Quanto a não interessar o facto de quem pagava os toiros de sobrero, pelo que eles tinham é que sair à Praça, bem quanto a esta afirmação, não vamos responder. Nem vale a pena, porque já foi aqui respondida legalmente e porque somos honestos e gostamos de pagar as nossas dívidas...


Quanto ao Regulamento ser antiquado, enquanto vigorar, ou seja, enquanto não for revogado, é este que num país soberano como Portugal, que tem que ser cumprido. Sabemos que existem pessoas para as quais a lei é algo com que funcionam menos bem, mas não é o nosso caso...


Quanto ao facto do sobrero se sair, não ser da conta do Diretor de Corrida, gostaríamos que alguém que se diz primeira figura, pudesse ler o Regulamente. O tal que está desatualizado. É que determinadas afirmações são não só gratuitas, como disparatadas...


Quanto ao facto do Diretor de Corrida negar a colocação de ferros quando o público "exige", é de referir que nos termos da lei (vidé art. 44, nº.1, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro) o tempo máximo de lide a cavalo são no máximo 13 minutos. Após estes, não há lugar a mais ferros. Mesmo que o público peça. Até porque o toiro ainda tem que ser pegado e dessa forma sujeito a outro grande esforço físico. Cabe ao Diretor de Corrida prover no sentido que o toiro possa chegar à pega em condições. Quando nós somos egoístas e nos esquecemos que os forcados também são igualmente cabeças de cartaz (vidé art. 49, do D.R. nº. 62/91, de 29 de Novembro) e estão ali para exercer as suas funções com a mesma dignidade que foi concedida ao cavaleiro, então meus senhores, não prestamos para nada como homens...


Relativamente ao facto de dizer que a empresa queria dar os dois toiros de sobrero, apenas temos a dizer o seguinte: então porque é que não deu? Se deu um, porque é que não deu o segundo? Não deu, porque esta é uma rotunda inverdade.


Esperemos que para o futuro, as pessoas que se arrogam de primeiras figuras, o sejam efetivamente, não só a tourear, mas sobretudo como homens, como titulares de caracter, que é algo que é mais importante do que tudo o resto...


A Direção da ATDC

 





sábado, 31 de Maio de 2014

COLHIDA DE MIGUEL ABELLÁN NA PRAÇA DE TOUROS DE MADRID EM LAS VENTAS

COLHIDA DE MIGUEL ABELLÁN NA PRAÇA DE TOUROS DE MADRID EM LAS VENTAS



Grande colhida ontem do matador Miguel Abellán na Monumental de las Ventas, durante a 21ª corrida de Isidrada.



quarta-feira, 7 de Maio de 2014

PABLO HERMOSO DE MENDOZA EM PORTUGAL DIA 15 DE MAIO

PABLO HERMOSO DE MENDOZA EM PORTUGAL DIA 15 DE MAIO




TEMPORADA 2014 DAS CORRIDAS DE TOUROS E TOURADAS - BULLFIGHT SEASON MAIO


TEMPORADA 2014 DAS CORRIDAS DE TOUROS E TOURADAS - BULLFIGHT SEASON MAIO




MAIO

Maio

CARTAXO - 5ª feira, 1 (feriado), às 16 horas. Variedades taurinas. 7 novilhos de Canas Vigouroux para Manuel Oliveira, Francisco Parreira, António Núncio e Bernardo Salvador, Forcados do Cartaxo, Sérgio Nunes, Ruben Correia e Rui Regateiro.


MONTIJO - 5ª feira, 1 (feriado), às 16.30 horas. Festival. 6 novilhos-toiros de João Ramalho, Passanha, Engº Luis Rocha, Jorge Mendes, Fernando Palha e Santos Silva para Ana Batista, Pedro Salvador, Marcelo Mendes, Filipe Ferreira, David Gomes, Verónica Cabaço e Mara Pimenta. Forcados do Ribatejo, Moita, Tertúlia T. Montijo, Azambuja, Arronches, Monsaraz e Arruda dos Vinhos.


ESTREMOZ - 6ª feira, 2, às 22 horas. Corrida à portuguesa. 6 toiros de Passanha para Joaquim Bastinhas, João Moura Jr. e João Maria Branco. Forcados de Portalegre, Monforte e Redondo.


BEJA - Sábado, 3, às 17 horas. Corrida à portuguesa. 6 toiros de Varela Crujo para João Moura, Luis Rouxinol e Tito Semedo. Forcados de Cascais e Beja.


VILA FRANCA DE XIRA - Domingo, 4, às 17 horas. Corrida à portuguesa/Alternativa de Nelson Limas. 6 toiros de Veiga Teixeira para João Salgueiro, Sónia Matias, Ana Batista, Paulo Jorge Santos, Nelson Limas e Jacobo Botero. Forcados de Vila Franca e Coruche.


MOURA - Sábado, 10, às 17 horas. Corrida à portuguesa. 6 toiros de Passanha Sobral para João Salgueiro, Filipe Gonçalves e Jacobo Botero. Forcados de Moura, Safara e Póvoa de S. Miguel.


TORRES NOVAS - Domingo, 11, às 16 horas. Festival. 6 toiros de Lopes da Costa para Marco José, Tiago Lucas, Filipe Ferreira, Parreirita Cigano, Marta Valente e Francisco Parreira. Forcados de Riachos.


SALVATERRA DE MAGOS - Domingo, 11, às 17 horas. Corrida à portuguesa. 6 toiros de Manuel Veiga para Ana Batista, Tiago Carreiras e João Salgueiro da Costa. Forcados de Lisboa e Salvaterra de Magos.


FIGUEIRA DA FOZ - 5ª feira, 15, às 16 horas. Garraiada da Queima das Fitas. 8 novilhos de António dos Reis para Andreia Oliveira, Victor Herrero e Soraia Costa. Forcados da ESA Coimbra (despedida do cabo Jaime Cortesão), Açorianos e Académicos de Coimbra.


CAMPO PEQUENO - 5ª feira, 15, às 22 horas. Inauguração da Temporada/Corrida "Vidas/CM". 6 toiros de Santa Maria para Rui Salvador, Pablo Hermoso de Mendoza e João Moura Jr. Forcados de Évora e Aposento da Moita.


ELVAS - Sábado, 17, às 22 horas. Festival. 6 novilhos-toiros de várias ganadarias para Joaquim Bastinhas, Tito Semedo, Rui Fernandes, João Moura Caetano, João Moura Jr. e Marcos Bastinhas. Forcados de Alter do Chão, Redondo e Académicos de Elvas.

BENEDITA - Domingo, 25, às 17 horas. Corrida à portuguesa. 6 toiros da Casa Avó para Luis Rouxinol, Filipe Gonçalves e Paulo Jorge Santos. Forcados de Vila Franca e Coruche.



terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

BE/AÇORES QUER PROIBIR SUBSÍDIOS A TOURADAS NA REGIÃO

BE/AÇORES QUER PROIBIR SUBSÍDIOS A TOURADAS NA REGIÃO


O BE/Açores vai apresentar uma proposta no parlamento regional para proibir "o subsídio por dinheiros públicos à realização de actividades taurinas", disse à Lusa a deputada Zuraida Soares.

Contactada para pronunciar-se sobre a recomendação da ONU a Portugal para limitar a participação de crianças, a deputada bloquista referiu que o partido vai promover uma iniciativa coincidente com o relatório do Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas.

Zuraida Soares recordou que o BE/Açores considera que "maltratar animais em público para gáudio de uma assistência não é compatível com os padrões civilizacionais avançados", quer seja essa prática "vivenciada por crianças, adolescentes ou adultos", considerando "ainda mais grave quando é subsidiada por dinheiros públicos".

"Em conformidade com esta posição, e correspondendo ao estipulado na última Convenção Regional do BE/Açores, realizada em Janeiro, está a Representação Parlamentar do Bloco de Esquerda mandatada para apresentar na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um projecto de Decreto Legislativo Regional que proíba o subsídio por dinheiros públicos à realização de actividades taurinas com carácter comercial", referiu.

Os restantes grupos parlamentares da Assembleia Legislativa açoriana dividem-se sobre a questão. O PCP referiu ser, como o BE, contra as manifestação tauromáquicas, e o PSD e o PPM disseram ser a seu favor, mas todos recusaram qualquer iniciativa parlamentar no seguimento da recomendação da ONU. Já PS e CDS optaram por não definir qualquer posição.

Aníbal Pires, do PCP/Açores, lembrou que apresentou, na legislatura anterior, uma proposta que, recusada pela maioria dos deputados, visava a proibição da entrada a menores de 16 anos nas touradas de praça.

Embora referindo estar "atento" à posição do comité da ONU, o deputado comunista referiu que a questão não é "prioritária".

Já o PSD e o PPM açorianos têm uma posição favorável à cultura taurina, recusando a apresentação de qualquer proposta legislativa, tendo o grupo parlamentar social-democrata justificado tal posição com a intervenção do deputado António Ventura proferida no âmbito da apreciação da iniciativa comunista na legislatura anterior.

"O espectáculo tauromáquico de corrida de touros é um património cultural da ilha Terceira, mas também começa a ser dos Açores", considerou então o deputado social-democrata.

Paulo Estevão, do PPM, disse "subscrever na íntegra" o comunicado da Federação Portuguesa das Associações Taurinas que acusa de "preconceituosas e despropositadas" as recomendações do relatório da ONU.

Tanto o PS como o CDS dos Açores optaram por não pronunciar-se sobre a recomendação, tendo o grupo parlamentar do CDS alegado que "a matéria é de consciência e não é competência da Região".

Lusa/SOL

quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

DIRECTOR PEDRO REINHARDT CRITICA VENTURA EM COMUNICADO



PRÓTOIRO DESMENTE INFORMAÇÕES DIVULGADAS PELO SITE TOURO E OURO




PRÓTOIRO DESMENTE INFORMAÇÕES DIVULGADAS PELO SITE TOURO E OURO

Segunda as informações publicadas no site "Touro e Ouro" de que a Protoiro teria reunido para "boicotar" um jantar de uma associação de Aficionados, a Protóiro enviou um comunicado sobre a forma de "Direito de Resposta" a desmentir essa informação, não se tratando de nada envolvendo este blog, mas, como todos os outros a publicaram e também por conter informação importante para os aficionados, o Tourada Portugal entendeu também a publicar:




Relativamente às informações prestadas pelo site "Touro e Ouro" no dia 17 de Fevereiro de 2014, e reproduzidas no "Farpas Blogue" no dia 18, vem a Prótoiro, no exercício do seu direito de resposta, esclarecer o seguinte:


1. As normas legais podem assumir diversas formas, como as "Leis", que são publicamente debatidas e votadas na Assembleia da República pelos Deputados, ou os "Decretos-Lei", que são debatidos e aprovados, em privado, pelos membros do Governo, em Conselho de Ministros. Ora, a norma legal que reclassificou etariamente a Tauromaquia como sendo "para maiores de 12 anos", é um "Decreto-Lei", ou seja, foi feito em Conselho de Ministros, em privado, e não pelos Deputados, em público, na Assembleia da República, pelo que as afirmações tecidas relativamente à actuação da Prótoiro neste processo demonstram apenas, para além de ignorância, uma simples intenção de diminuir e difamar esta Federação.


2. É absolutamente mentira que a Comissão Executiva da Prótoiro se tenha reunido com a Direcção para tentar boicotar o que quer que fosse. Comissão Executiva e Direcção da Prótoiro reúnem-se periodicamente para tratar de assuntos importantes para a Festa em Portugal, e não para discutir iniciativas privadas que nenhum prejuízo trazem à Tauromaquia como o seja um jantar de entrega de prémios promovido por uma associação de aficionados, como tantos outros houve durante o defeso. De facto, era bom que se compreendesse, de uma vez por todas, que a Prótoiro, enquanto Federação institucional representativa do sector, não compete, nem pode nem quer competir com associações de aficionados. A Prótoiro entende que as associações de aficionados são imprescindíveis à Tauromaquia e devem desempenhar um papel fundamental na sua defesa e promoção, como aliás já o desempenham inúmeras associações, grupos e tertúlias pelo país fora. Há tanto por fazer que todos juntos não somos suficientes. Portanto, e mais uma vez, qualquer tentativa de criar rupturas, quezílias ou divisões resulta apenas e tão só de vontades perversas de gerar destabilização e polémicas onde deveria haver uniões e consensos.


3. A Prótoiro, enquanto representante institucional do sector da tauromaquia em Portugal, está sujeita, evidentemente, ao escrutínio da opinião pública e a todas as críticas e opiniões, sejam elas mais brandas ou acérrimas, infundadas ou sólidas, justas ou injustas. Assim, aceita essas críticas com naturalidade e respeito. Aceita, também, a indiferença e até o boicote. O que não pode continuar a aceitar é o chorrilho de mentiras, insinuações e difamações que de há algum tempo para cá se têm transmitido acerca desta Federação. Criticar e opinar não é, nem nunca pode ser, sinónimo de mentir ou insinuar. Já era tempo de esta elementar distinção ser devidamente interiorizada por alguns que têm responsabilidades na comunicação da tauromáquica em Portugal.




Porto Alto, 18 de Fevereiro de 2014




A Direcção da Prótoiro,

João Santos Andrade, Presidente da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide

João Ribeiro Telles, Presidente da Associação Nacional de Toureiros

José Fernando Potier, Presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados

Paulo Pessoa de Carvalho, Presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos
Arlindo Teles, Presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense

 





terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

RELATIVAMENTE À CONFUSÃO DO DIPLOMA DO REGIME JURÍDICO DOS ESPECTÁCULOS DE NATUREZA ARTÍSTICA E A SUA RESPECTIVA CLASSIFICAÇÃO

RELATIVAMENTE À CONFUSÃO DO DIPLOMA DO REGIME JURÍDICO DOS ESPECTÁCULOS DE NATUREZA ARTÍSTICA E A SUA RESPECTIVA CLASSIFICAÇÃO




Gostaria de lembrar que o Tourada Portugal é uma publicação séria e honesta e que tem a missão de informar dessa forma e não de outra qualquer, e que não entra num espírito de desonestidade e de guerrilha contra outros sites e blogs ou contra outra qualquer pessoa, se os outros andam nessas guerras particularmente atacando o Tourada Portugal e o seu responsável, lamento que assim seja, porém não pretendo responder a essas constantes provocações e confusões pouco simpáticas e desonestas,  que penso quem em nada são abonatórias para a tauromaquia, lembrando antes que a linha editorial deste blog, não adere nem se pauta pelo sensualismo ou pelo jornalismo cor de rosa que alguns seguem por opção, todavia não é intenção do autor deste blog desejar questionar as opções editoriais dos outros, simplesmente este blog é diferente e opta por uma abordagem diferente, deveria merecer respeito por certas publicações ou entidades, coisa que não acontece. A imagem de marca do Tourada Portugal é a Transparências como aliás foi e sempre será por todas as formas, editoriais, visuais e outras, e isto só é possível quando não existem interesses por de trás.

RELATIVAMENTE À CONFUSÃO DO DIPLOMA DO REGIME JURÍDICO DOS ESPECTÁCULOS DE NATUREZA ARTÍSTICA E A SUA RESPECTIVA CLASSIFICAÇÃO

Relativamente ao recente diploma do regime jurídico dos espectáculos de natureza artística e da instalação e funcionamento dos recintos de espectáculos de natureza artística, o que eu entendi não é o mesmo que o que a Protoiro entendeu, o ultimo diploma - Decreto-Lei n.º 23/2014 - segundo o que está implícito e bem claro é o seguinte "Aproveita -se a oportunidade para incluir neste decreto-lei o regime de classificação de espectáculos de natureza artística e de divertimentos públicos, revogando -se o Decreto -Lei n.º 396/82, de 21 de setembro, alterado pelos Decretos -Leis n. os 116/83, de 24 de fevereiro, e 456/85, de 29 de outubro". Mais abaixo no artigo 46 - Norma Revocatória está escrito o seguinte: "1 — São revogados:

a) O Decreto -Lei n.º 396/82, de 21 de setembro, alterado pelos Decretos -Leis n. os 116/83, de 24 de fevereiro, e 456/85, de 29 de outubro;

 b) Os n. os 2 e 3 do artigo 3.º, os artigos 4.º e 7.º, e o n.º 1  do artigo 14.º, do Decreto -Lei n.º 39/88, de 6 de fevereiro, alterado pelo Decreto -Lei n.º 121/2004, de 21 de maio; c) O Decreto -Lei n.º 315/95, de 28 de novembro, alterado pelo Decreto -Lei n.º 309/2002, de 16 de dezembro; d) O artigo 59.º do Decreto -Lei n.º 227/2006, de 15 de novembro."

A conclusão que eu retiro daqui - basta ler - é que os anteriores diplomas que estabeleciam a classificação para maiores de 6 estão agora revogados por este novo diploma, referido no artigo 46 taxativamente. Por outro lado a Protoiro tem razão no segundo ponto quando menciona o carácter de recomendação desta classificação expressa no n.o 3 do Art. 22. Ou seja estas classificações são meramente recomendativas, isto é, estamos perante normas de carácter não imperativo (termo de classificação das normas jurídicas). Caso não seja assim, então esta situação deveria ser devidamente clarificada de quem por direito.

Assim um aficionado pode de facto levar o seu filho menor aos espectáculos taurinos que nada o impede, porém esta classificação, é no mínimo estranha, primeiro nenhuma das entidades da tauromaquia como a Protoiro, APET, ou ANGF parece ter sido consultada, segundo qual o facto cientifico ou técnico que baseia esta classificação, não é muito razoável ou normal a alteração de uma classificação etária sem que haja uma razão plausível para que isso aconteça, terceiro aparentemente esta classificação poderá afastar os menores dos espectáculos taurinos sem qualquer razão provocando prejuízos nas empresas (mesmo que estes tenham o preço do bilhete reduzido ou mesmo estando isento de pagamento) e na actividade tauromáquica no geral. É de bom senso salientar também que o mesmo se pode dizer dos outros espectáculos de natureza artística. Quarto, qual a razão para descriminar os espectáculos tauromáquicos dos restantes numa diferença quantitativa de 6 anos ?

No entanto este diploma não parece muito vantajoso nem para os promotores dos espectáculos de natureza artística ou menores, antes pelo contrário, os menores são afastadas dos espectáculos de natureza artística sem justificação.

Paulo Ramires
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